Existe un sufrimiento reservado para las almas interiores, para los amigos de Jesús:
...el de la sequedad o aridez, que suele llamarse desolación. Jesús, al convertir las almas a su Amor, llena el corazón fiel de consuelos sensibles. Es dulce rezar, meditar, estar cerca del Sagrario. ¡Qué dulces son las comuniones! Podríamos pasar horas en la dulzura de la meditación, de una visita al Santísimo Sacramento, del rosario a los pies de la Virgen María. ¡Es el Tabor! Haríamos nuestro sagrario al pie del Sagrario y permaneceríamos allí por toda la eternidad. Para desprendernos de las dulzuras terrenales, Nuestro Señor nos llena con la dulzura del Cielo.Nos trata como a niños pequeños, que necesitan afecto y ternura. Entonces… ¡Ah! Todo cambia. Llega la desolación. Una aridez impresionante sucede al fervor sensible. Nuestros corazones ya no sienten esas palpitaciones de amor. La meditación es dolorosa, la oración difícil, llena de distracciones. Lo que antes era dulzura ahora parece aburrirnos. ¡Qué monotonía! Hay una impresión de abandono divino. Es la noche que se acerca, una noche de oscuridad, una noche de pruebas espirituales que nos desapegan y purifican. ¡Silencio! ¡Abandono! Espera. El Esposo regresará pronto. Después de la noche, amanecerá el Amor. Ahora es crepúsculo, las sombras se alargan y todo adquiere proporciones de fantasmas. No temas. Todo pasa. Cierra los ojos. ¡Abandono y confianza! ¡Espera la noche que se acerca!
Brandão, Ascânio. Breviario de la Confianza: Reflexiones para cada día del año. Imprenta “Ave-Maria”, 1936
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Fantasma do crepúsculo
Há um sofrimento reservado às almas interiores, aos amigos de Jesus: o da secura ou aridez, que se costuma chamar desolação. Jesus, na conversão das almas para o Seu Amor, enche o coração fiel de consolações sensíveis. É uma doçura rezar, meditar, estar bem junto do Sacrário. As comunhões são tão doces! Estaríamos horas inteiras nas doçuras de uma meditação, de uma visita ao Santíssimo, de um terço aos pés de Nossa Senhora! É o Tabor! Faríamos o nosso tabernáculo ao pé do Sacrário e lá permaneceríamos uma eternidade. Para nos desapegar das doçuras terrenas, enche-nos Nosso Senhor das doçuras do Céu. Trata-nos como criancinhas, que precisam de carinho e ternura. Depois… Ah! Tudo se transforma. Vêm, as desolações. Uma aridez impressionante sucede ao fervor sensível. Nosso coração já não sente mais aquelas palpitações de amor. A meditação é penosa, a oração difícil, cheia de distrações. O que antes era doçura, até parece aborrecer-nos. Que monotonia! Tem-se uma impressão de abandono Divino. É a noite que se aproxima, noite de trevas, noite das provações espirituais, que nos desapegam e purificam. Silêncio! Abandono! Esperai. O Esposo voltará logo. Depois da noite há de raiar a aurora do Amor. Agora é o crepúsculo, as sombras se alongam e qualquer coisa toma as proporções de fantasmas. Não vos assusteis. Tudo passa. Fechai os olhos. Abandono e confiança! Esperai a noite que se aproxima!
Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936,
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